Depois de exatos doze meses, isso mesmo, um ano, recebi um novo e agradável presente. No dia 04/02/11 minha mãe me mandou a primeira mensagem e ontem, dia 03/02/2012, recebi a segunda tão aguardada cartinha. Obrigada Senhor, por nos dar mais essa oportunidade. Aí vai:
"Oi minha filha, que maravilhosa oportunidade você está me concedendo através deste momento de alegria e felicidade onde, através de uma simples cartinha, eu possa lhe dizer o quanto eu te amo e sei do teu amor por mim, minha querida companheira. Não quero ver em teu semblante nem amargura e nem mesmo tristeza, pois você sempre fez o melhor por mim e eu reconheço teu amor em cada gesto, em cada momento da minha vida, teu carinho, teu abraço e teu sorriso foram as maiores jóias que eu trouxe desta vida. Oportunidade maravilhosa que Deus me deu de estar ao lado de teu pai, homem digno, que me acompanhou e ter a feliz ventura de ver nascer, fruto de amor verdadeiro, você e o Vitinho. São inesquecíveis os momentos que juntos tivemos, poder preparar as refeições juntos, partilharmos momentos de dificuldades e também de alegrias, é como se eu, através do avivamento da memória pudesse assistir em uma moderna sala de cinema a nossa história. Eu me sinto vencedora por ter consolidado nossa família e todos vocês também o são, portanto não deixem o brilho que cada um traz no semblante se apagar, tenham fé, acreditem que muito acima de nós há um Deus bom, o Deus justo, mas também misericordioso, que sempre nos dará oportunidades dadivosas de sermos felizes e ficarmos juntos. Valéria e Vitor, dentro do possível, cuidem do pai de vocês, ele precisa de atenção e também se motivar, pois a vida continua e tristeza "não dá camisa a ninguém", vamos tratar de levantar e seguir em frente, hoje e sempre! O tempo transforma o corpo, tem seu justo tempo, porém o espírito é eterno e Deus habita em todos nós!!
"A fé remove montanhas"
Beijos
Hilda
Mãezinha
tarde no sítio
sábado, 4 de fevereiro de 2012
sábado, 14 de maio de 2011
Nossos olhares
Quando a saudade bate forte, gosto de rever fotos, é uma maneira de reviver, de alguma forma, momentos que partilhamos. Como, geralmente, eternizamos momentos felizes, são eles que me trazem paz e conforto nessas horas.
Ah, mãezinha, quanta falta a senhora me faz...A tristeza que, por vezes, se abate sobre mim faz parte desse processo de assimilação da perenidade da vida. Percebo, mais claramente, que estamos aqui de passagem e que temos de viver plenamente cada dia que Deus nos presenteia. Por quase 40 anos Ele me presentou com uma mãe maravilhosa, de quem guardo tantas lembranças doces . Engraçado, outro dia uma amiga fez um comentário sobre o qual eu ainda não tinha me dado conta. “Quando alguém que amamos parte antes de nós, só temos lembranças boas dessa pessoa”, realmente, já brigamos muito, especialmente durante minha adolescência, mas só consigo preservar na memória os inúmeros momentos felizes que vivenciamos.
Quando revi essa foto do nosso último Natal, notei alguns detalhes que não tinha percebido antes, “nossos olhares afetuosos”: eu olhando pra senhora, que olhava para minhas filhas , que estavam se abraçando, sorridentes. Que momento maravilhoso foi eternizado nessa foto.
Sinto-me extremamente abençoada por tudo isso, sinto a sua presença em muitas situações de meu dia-a-dia, lembro-me de seus exemplos, espelho-me muito neles, é dessa forma que Deus tem me presenteado atualmente.
Não escrevi no dia das mães porque não me apego muito a essas convenções, seu dia é todo dia, seu dia é SEMPRE.
TE AMO.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
um ano sem minha maezinha - psicografia
Dia 16/02/2010 foi o dia mais triste de minha vida, perdi a pessoa que mais me amou nesse mundo, minha amada maezinha. Hoje, depois de tanto sofrimento, percebo que aprendi muito e consigo entender que estamos aqui de passagem. Sei que ela fez a diferença aqui, viveu intensamente, deixando muita gente feliz por ter tido a alegria de conviver com uma pessoa tão especial. No dia 04/02/2011 ela me presenteou com uma psicografia, tenho certeza de que será a primeira de muitas.
Filha querida,
Quando seus olhos irão parar de derramar essas l'agrimas? Quando o sofrimento deixara seu coração?
Minha filha, quero ver o seu sorriso iluminar seu rosto novamente. Quero que você viva e volte a ter esperanças. A agradecer o Pai Divino pelas bencaos que ele nos da todos os dias.
Esta mensagem e uma das bencaos que ele nos da, pois e uma oportunidade de nos comunicarmos, mas e só mais uma delas, pois nos estamos sempre ligadas através de nossos pensamentos e do nosso amor uma pela outra.
Minha filha amada, não sofra mais, não chore mais. Sinta saudades mas não sofra.
Viva sua vida, tenha esperança e confie em Deus. Tenha fé Nele. Pratique a caridade que Jesus nos ensina e esforce em sua reforma intima. Deus nos da o milagre da reencarnação e da vida eterna, então saiba que um dia estaremos juntas novamente.
A morte não e uma separação e só o fim de um ciclo, por isso, acalme seu coração e se console. Tenha fé, minha filha, tenha fé.
Com muito amor, um grande abraço de sua mãe
Hilda.
Filha querida,
Quando seus olhos irão parar de derramar essas l'agrimas? Quando o sofrimento deixara seu coração?
Minha filha, quero ver o seu sorriso iluminar seu rosto novamente. Quero que você viva e volte a ter esperanças. A agradecer o Pai Divino pelas bencaos que ele nos da todos os dias.
Esta mensagem e uma das bencaos que ele nos da, pois e uma oportunidade de nos comunicarmos, mas e só mais uma delas, pois nos estamos sempre ligadas através de nossos pensamentos e do nosso amor uma pela outra.
Minha filha amada, não sofra mais, não chore mais. Sinta saudades mas não sofra.
Viva sua vida, tenha esperança e confie em Deus. Tenha fé Nele. Pratique a caridade que Jesus nos ensina e esforce em sua reforma intima. Deus nos da o milagre da reencarnação e da vida eterna, então saiba que um dia estaremos juntas novamente.
A morte não e uma separação e só o fim de um ciclo, por isso, acalme seu coração e se console. Tenha fé, minha filha, tenha fé.
Com muito amor, um grande abraço de sua mãe
Hilda.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Meu primeiro Natal sem você, mãezinha.
Senti tanto sua presença durante os preparativos, me recordei do nosso último Natal, a preparação da ceia, o corre-corre pra organizar o amigo-secreto de última hora e comprar os presentes. Sua alegria ao abrir o papel, beijá-lo e dizer " amei meu amigo secreto". Sabia que sua felicidade era incompleta por causa do filho ausente. Estava sem querer celebrar, pois no Natal anterior uma tragédia marcou nossas vidas. A senhora dizia que não tinha mais motivos para festejar. Hoje quando revejo as fotos percebo uma tristeza em seu olhar e compreendo profundamente o que se passava em seu íntimo. Mas Deus em sua infinita bondade, nos proporcionou uma noite mágica, inesquecível. Era nossa última chance de confraternizar e fomos extremamente felizes naquele momento.
Lembramos também do aniversário do Valter, a Laurinha dizendo " Vó, Deus te deu um grande presente no Natal, o tio Valter, ele nasceu no mesmo dia que Jesus". Só uma criança poderia, com sua ingenuidade e pureza, nos dar uma lição dessas.
Nesse ano tive que aprender a viver sem sua presença, a entender a sua partida e aceitar os desígnios de Deus. A Ele só me resta agradecer por me conceder uma mãe tão maravilhosa, aprendi com você a ser mãe, a ter dignidade, a ser solidária, a ser amiga e, principalmente, a dar valor à família. Ainda tenho um grande caminho a percorrer, mas ainda chego lá.
Mãe, sinto muito sua falta, sempre dizia que não saberia viver sem você, mas fico feliz ao relembrar tantos momentos bons que vivemos juntas. Tento ser, como você, uma boa mãe para minhas filhas, que sempre, ao perceberem a tristeza me invadindo, me enchem de carinho e declarações de amor. Não há bálsamo maior para essa dor. FAMÍLIA.
2010 está acabando, costumo falar que foi o ano mais triste da minha vida, mas foi também um ano de aprendizado, amadurecimento espiritual, entendimento. Obrigada por tudo, mãezinha. Fique em paz. " E que nossos pensamentos não cessem de se encontrar e que o teu me siga e me sustente sempre.".
TE AMO!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Manhêêê...que saudades!!!!
Te amo muito e sei que está sempre comigo. Mas a saudade está doendo muito. Tenho saudade de tantos momentos que vivemos juntas, das nossas conversas, das suas comidinhas, de passear e namorar vitrines juntas, de assistir comédias e chorar de rir, de deitar no seu colo e sentir suas mãos acariciando meus cabelos, de tirar seus cravinhos, de pintar seu cabelo, de ouvir suas reclamações, de levar broncas, do nosso último Natal...São tantas lembranças... Que bom que as tenho, é sinal de que vivemos nossa relação mãe e filha de forma plena e harmoniosa. O amor ficou.
Li essa mensagem num blog e achei maravilhosa, vou compartilhar com os amigos.
“Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (…) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional… Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.
Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!
Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
- Tio, – disse-me ela – às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores… Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo.
- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei “entupigaitado”, não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
- E minha mãe vai ficar com saudades – emendou ela.
Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
- E o que saudade significa para você, minha querida?
- Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica!”
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Pais e filhos
Exigimos de nossos filhos uma conduta diferente, mas não podemos esquecer nem ignorar que, os filhos que Deus nos dá no dia de hoje, são os frutos de nossos atos de ontem.
Se o presente nos fala do passado, é bom nos lembrarmos
de quando em quando, da nossa conduta junto dos pais
que nos agasalharam, para sentirmos em sã consciência, a dificuldade que tiveram para fazer de nós, homens de bem, em nossos impulsos de rebeldia e de desobediência.
Aceita os filhos que Deus te deu tais quais são,
reprimindo-lhes os atos que te parecem indignos,
com a tua perseverança na dignidade e no bem,
dentro do lar e fora dele.
Não imagines nem penses que a tua corrigenda possa
surgir de imposições ou exigências na sua direção, não!
Nas horas que ages erradamente, pensando que estás
certo na tua maneira de viver.
Agora, as circunstâncias, na direção de teus filhos te .pedem discernimento, paciência, humildade,
e compreensão, para que possam se equilibrar.
Persevera fiel no posto que Deus te confia, trabalhando
e servindo, visando sempre o bem comum, e não duvides
que se na hora extrema da tua dor pelo teu desatino, ele te levantou, colocando-te na trilha certa da verdade e do bem.
Também agora à frente dos filhos que tanto te fazem
sofrer, não te deixará sem o amparo necessário, para que tenhas a capacidade de encaminhá-los ampliando-lhes
a visão espiritual com o teu exemplo de amor cristão.
_Paz, Amor e Caridade in. www.gotasdeamoreluz.com.br/mensagensSe o presente nos fala do passado, é bom nos lembrarmos
de quando em quando, da nossa conduta junto dos pais
que nos agasalharam, para sentirmos em sã consciência, a dificuldade que tiveram para fazer de nós, homens de bem, em nossos impulsos de rebeldia e de desobediência.
Aceita os filhos que Deus te deu tais quais são,
reprimindo-lhes os atos que te parecem indignos,
com a tua perseverança na dignidade e no bem,
dentro do lar e fora dele.
Não imagines nem penses que a tua corrigenda possa
surgir de imposições ou exigências na sua direção, não!
Nas horas que ages erradamente, pensando que estás
certo na tua maneira de viver.
Agora, as circunstâncias, na direção de teus filhos te .pedem discernimento, paciência, humildade,
e compreensão, para que possam se equilibrar.
Persevera fiel no posto que Deus te confia, trabalhando
e servindo, visando sempre o bem comum, e não duvides
que se na hora extrema da tua dor pelo teu desatino, ele te levantou, colocando-te na trilha certa da verdade e do bem.
Também agora à frente dos filhos que tanto te fazem
sofrer, não te deixará sem o amparo necessário, para que tenhas a capacidade de encaminhá-los ampliando-lhes
a visão espiritual com o teu exemplo de amor cristão.
Mãezinha Hilda, vovó Elídia, obrigada por tudo. Tento seguir, hoje, o exemplo das mães extraordinárias que vocês foram. Amo vocês.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
nosso lar
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
MÃES SÓ MORREM QUANDO QUEREM
"Em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos filhos." (Friedrich Nietzsche)
Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez.
Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula.
Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer.
Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.
Quando fiz 14 anos eu a matei novamente.
Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis.
Mas logo no primeiro porre eu felizmente a redescobri viva
Foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.
Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição.
Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese.
Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão.
Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão.
Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem.
Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho mãe se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado avó.
Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla.
Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar.
Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer.
Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre.
Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade.
Escrevi essa crônica em 11 de março de 2008, um dia após a morte de Ignês Pelegi de Abreu, minha mãe. Naquela época eu não tive condições de ler o texto no ar, no que fui socorrido pelo meu amigo Irineu Toledo. Hoje, um ano após sua morte, repito essa crônica em homenagem não só a ela, como a todas as mães que habitam o céu.
www.vidanet.org.br/.../maes-morrem-quando-querem -
"Em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos filhos." (Friedrich Nietzsche)
Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez.
Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula.
Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer.
Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.
Quando fiz 14 anos eu a matei novamente.
Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis.
Mas logo no primeiro porre eu felizmente a redescobri viva
Foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.
Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição.
Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese.
Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão.
Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão.
Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem.
Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho mãe se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado avó.
Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla.
Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar.
Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer.
Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre.
Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade.
Escrevi essa crônica em 11 de março de 2008, um dia após a morte de Ignês Pelegi de Abreu, minha mãe. Naquela época eu não tive condições de ler o texto no ar, no que fui socorrido pelo meu amigo Irineu Toledo. Hoje, um ano após sua morte, repito essa crônica em homenagem não só a ela, como a todas as mães que habitam o céu.
www.vidanet.org.br/.../maes-morrem-quando-querem -
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
felicidade

Hoje acordei tão feliz que tinha de compartilhar isso com todos. Ontem recebi um e-mail cuja mensagem inicial era para que eu mentalizasse algo que eu quisesse muito.No momento pensei: " Meu Deus, o que posso pedir se já tenho tanto? Uma família linda, filhas saudáveis e perfeitas, um casamento harmonioso, um trabalho, que mais chamo de vocação, que amo fazer?" Enfim...a única coisa que me faz falta mesmo é a presença física de minha mãe, mas como aprendiz da doutrina sei que tenho que perseverar e entender que ela apenas está em outra dimensão, mas nunca morta. Pensei então que se ela me mandasse um sinal, uma mensagem, algo para aplacar essa depressão que, volta e meia, torna a voltar.
A tarde fui trabalhar, quando cheguei em casa comecei a assistir a novela " Escrito nas estrelas" que por sinal, estou adorando. Veio num momento providencial para mim. Afinal o cair da noite é o momento em que mais me entristeço. A cena em que o Daniel visita a Viviane durante um sonho e seus espíritos passeiam juntos foi tão tocante, que é claro, fui às lágrimas e pensei,"queria tanto que a senhora me visitasse, mãe!".
À noite, entrei no blogger e li algumas lindas mensagens e me emocionei, como sempre.Adoro os posts da Jeanne, da Valéria, minha xará, da JR e tantos outros... Aprendo tanto com esses amigos!!! Quando entrei no blog LUZ DE NOSSA VIDAS da minha amiga Patrícia, fui surpreendida com a psicografia da d. Mércia, me identifico demais com ela, não sei por que, mas sinto uma empatia muito forte.Talvez seja porque somos irmãs na dor. A d. Mércia me lembra demais minha mãe, alegre, disposta, jovem de alma. As palavras dela nas cartas batem fundo em meu coração e me consolam tanto, pois sei que a minha mãe também está bem.Pensei: "Isso já um sinal, pois me trouxe tanta paz!"
Para fechar com chave de ouro o meu dia: Sonhei com minha mãezinha, foi um sonho tão maravilhoso, eu a abraçava tanto, beijava seu rosto e dizia sem parar o quanto eu a amo. Não consigo me lembrar de muitos detalhes, mas lembro-me0que ela estava tão feliz, parecia que ela resplandecia amor por todos os poros, foi realmente uma experiência inesquecível. Acordei realizada, as primeiras palavras que eu disse foram: "Obrigada, Pai de bondade, obrigada pela noite maravilhosa, pelo sonho divino que me proporcionaste.Pela visita que concedeste." Meu marido também ficou tocado, e também agradeceu a Deus por me ver tão bem, pois ele tem presenciado tantas vezes o meu pranto e sempre me amparando em seu amor. Levantei me da cama, fui ao quintal e olhei para o céu azul resplandecente, dei bom dia ao Dia,fazia tanto tempo que eu não fazia mais isso, falei novamente com Deus. " Obrigada, obrigada, meu Pai".
É isso, amigos, meu pedido foi atendido por Ele, e eu não poderia deixar de divulgar uma experiência espiritual tão profunda como essa.
Mãe, obrigada por tudo, por ter sido quem me gerou, me deu amor, carinho, exemplos de dignidade e fraternidade. Te amo pra sempre...sempre...sempre...
Aos meus amigos, muita luz.
Abraços fraternos.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
seis meses sem ti

Seis meses sem ti mãezinha, sem seu carinho, sem suas broncas, sem seu abraço... a dor que tua ausência me causa teima em persistir. Sinto tanta falta da sua risada...
Às vezes acordo feliz, agradeço muito a Deus por sonhar tanto contigo. Há alguns dias a senhora visitou a Laurinha, ela me acordou de madrugada para contar “mamãe, eu sonhei com a vovó, só que ela não disse nada no sonho.”, abracei-a forte e disse “ fique feliz, filhinha, a vovó está sempre pensando em você”.
Tenho alternado dias bons com outros nem tanto.Mas sei que isso faz parte do processo, sei que está feliz vendo o papai superando a solidão, agora que ele foi visitar os familiares está feliz, sendo mimado por todos. Tenho certeza de que ele vai voltar com energias renovadas. Ele passou o dia dos pai longe daqui, mas mandei uma mensagem pra ele. Dizia assim
“Meu pai
meu herói,
meu porto seguro,
meu orgulho,
meu exemplo de honestidade, dignidade, bondade...
O que seria de mim sem você, pai?! Como eu passaria por uma dor tão grande sem seus braços para me acolher, me proteger, me consolar e, principalmente, me amar incondicionalmente?!
Obrigada por nos proporcionar junto com a mamãe essa família maravilhosa, o nosso lar e tanto amor.
Te amo muito.”
Agradeço a ti também, mãezinha, por tudo que me ensinou por meio de palavras e, principalmente, de exemplos. É o seu exemplo de mãe que pretendo repetir com minhas filhas, que são a minha razão de viver.
Fique em paz, na luz. Te amo pra sempre.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Recebi a visita de minha mãe

Nesse final de semana retornei ao Guarujá, no apartamento onde vi minha mãe pela última vez, foi muito difícil, revivi os momentos de alegria que passamos juntas naqueles três últimos dias e também a preocupação daquela fatídica noite de 15 de fevereiro. Quando entrei no quarto, senti sua presença, me lembrei dos detalhes, ela, transpirando, sentido enjôos, me dizendo “filha, não estou me sentindo bem”, acomodei-a na cama e medi a pressão, estava alta. Quando resolvemos leva-la ao hospital, saiu do banheiro e olhou-me nos olhos, dizendo “você se lembra da Luci?”( uma grande amiga que havia morrido também de infarto fulminante). Ela já estava pressentindo que ia partir da mesma forma. E realmente partiu, no dia seguinte, sem aviso, sem sofrimento, fechou os olhinhos e se foi.
Tudo isso foi como um filme passando em minha cabeça, chorei muito, e depois me deitei, dormi na mesma cama em que dormimos juntas, pela última vez. Recebi sua visita num sonho, foi maravilhoso, ela me deitou em seu colo, eu chorava bastante e ela acariciava meus cabelos, me consolava, sem palavras, seu gesto foi suficiente. Acordei no outro dia e contei aos meus familiares, fiquei em paz, agradeci a Deus por ter permitido esse contato.
Mãe, estou bem porque sei que a senhora está em paz, na luz. Te amo pra sempre.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Mãe, eu sei que ainda está viva...

Tenho estado um tanto melancólica ultimamente, especialmente hoje, que completam cinco meses longe de minha amada mãezinha. A dor da saudade é indescritível, mas eu sei, com convivção, que a morte não existe, tenho que me acostumar com essa nova realidade em minha vida, não posso tocar, abraçar, beijar minha mãe, mas posso senti-la perto de mim, zelando ainda meus passos e de todos os que amou aqui na Terra. Estou lendo o livro "Espiritos entre nós" de James Van Praagh, estou amando e, principalmente, aprendendo muito. Vou deixar aqui um trecho com o qual me identifiquei, pois sempre ficava me perguntando, "será que minha mãe sofreu muito, durante o infarto?" " Será que ela se sentiu abandonada, sozinha naquela fria ambulância?". Encontrei essas respostas:
"Ausência de dor
Por que escapamos da dor no momento final? Será que
nosso espírito sente que o fim se aproxima e é capaz de
desligar os receptores de dor pouco antes de morrermos?
Aparentemente o Universo nos equipou com uma espécie
de válvula para desligar a dor no cérebro, e ela começa a
funcionar quando estamos a ponto de abandonar nosso
corpo. Tudo se apaga, e a pessoa perde a consciência e a
memória. Quando pergunto aos espíritos sobre a violência
de um acidente, sobre o choque de uma bala entrando no
corpo ou sobre a dor de um ataque cardíaco, eles
freqüentemente respondem que não se lembram do
impacto. Em vez disso, recordam-se imediatamente de seus
entes queridos. De um jeito ou de outro, cada um deles diz:
"Eu gostaria que (meu marido, minha esposa, minha mãe,
pai, filha, irmã, irmão, filho) soubesse que ainda estou vivo."
Mãe, fique tranquila, eu sei que ainda está viva e junto comigo sempre!!!
domingo, 4 de julho de 2010
Vá com Deus, tio Tonho

Mais uma partida, mais uma família de luto pela perda de um ente querido, filhos, netas, sobrinhos, amigos, todos choram de saudades, mas ao mesmo tempo agradecem a Deus pela oportunidade de ter compartilhado momentos bons contigo. Deus o chamou depois de muito sofrimento, ou seja, Ele te libertou. O leito do hospital já estava se tornando seu cativeiro terreno. Vá agora, Antonio, iniciar sua jornada do outro lado do caminho. Aprenda, evolua, olhe por todos os que te quiseram bem. Fique em paz, fique na luz. Vá com Deus. Ah, se por acaso se encontrar com minha mãezinha, diga-lhe que sinto muito a falta dela e que a amo muito.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
seu aniversário

O dia de São João nunca mais será o mesmo sem a comemoração de seu aniversário, mãe. Ah, mãezinha, foram tantos planos para esse ano, suas bodas de ouro com o pai, meus 40 anos, os 50 do Valter. De repente tudo perdeu o sentido, sua ausência dói demais. Levei flores em seu túmulo atendendo um pedido do pai, mas sei que não precisava disso, afinal a senhora está aqui, ao nosso lado, olhando e zelando por nós, como sempre. Tenho convicção do que falo, pois se achasse que tudo acabou, não estaria conseguindo prosseguir com minha vida. Sei que nos reencontraremos um dia, e poderemos nos abraçar novamente. Te amo infinitamente.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quatro meses sem ti

Quatro meses já se passaram, mãezinha, quatro meses de saudades, sinto tanto sua falta.
São tantas lembranças, tantas recordações. Outro dia a Laura ficou doentinha e eu me peguei pensando, se minha mãe estivesse aqui
estaria ao meu lado, me ajudando a cuidar da pequena. Senti falta de sua presença e de seus conselhos.
Seu aniversário está chegando, o da Ju e do pai também, será tão difícil não tê-la ao nosso lado para celebrar a vida. Sei que estará aqui em espírito,
feliz por nos ver bem, mas festejar é difícil ainda. A tristeza já está, aos poucos, sendo substituída pela aceitação, acredito que seja um processo lento, pois
sua estadia aqui na Terra foi muito marcante.
São tantas pessoas que se lembram de ti com ternura e afeto, mãe, tenho tanto orgulho da senhora, como as pessoas tem boas recordações de ti, deixou tantos orfãos.
Muitos chegam até mim e dizem, " Valéria, sua mãe me ajudou muito quando precisei, me deu tantos conselhos, me amparou no desespero, me auxiliou nos momentos difíceis, me fez companhia na solidão, me animou com seu alto-astral, cuidou de mim na doença..." enfim, são tantos testemunhos de amizade e gratidão. Afinal, nunca se negava a ajudar a quem pedisse.
É por isso, mãe, que tenho plena convicção de que está num bom lugar, imagino-te numa colônia cheia de gente, claro, pois sempre gostou de agito, ajudando e cuidando dos necessitados e, principalmente, levando alegria por onde passar. Essa é a minha mãe.
Comecei esse relato tão tristinha, mas algo me deu fôlego novo, sinto-me feliz em falar de ti, sinto-me abençoada por Deus ter te escolhido para ser a minha MÃE.
Ouvi dizer que tulipas significam amor eterno, ofereço-as a ti, com todo meu amor.
Te amo pra sempre.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Eu daria tudo para poder te ver de novo, te abraçar, estar com você agora. Esperava que com o passar do tempo a saudade daria cada vez mais lugar a aceitação, mas essa falta e essa dor me corróem cada dia mais.Eu sinto sua ausência a cada lugar que olho que você já esteve comigo, a cada blusa furada que não tenho mais quem concertar, a cada lagrima que derramo que você limpava, a cada momento ruim que você ficava do meu lado e a cada momento alegre que você comemorava comigo e as vezes ficava até mais feliz do que eu. não consigo aceitar sua partida, não consigo aceitar esse aniversário que vou passar sem você .
Vó eu sinto sua falta mais do que já senti de qualqer outra pessoa, mais do qe já senti de qualqer outra coisa, porque você era minha segunda mãe, meu exemplo, minha fortaleza. Eu te amo eternamente e esse amor que carrego em meu peito eu sei qe ninguém nunca vai tirar de mim.
Sempre terei uma lembrança gostosa, uma memória linda, de momentos perfeitos que na hora não nos damos conta do quanto são felizes, tudo só depende das pessoas que nos cercam, agora sinto como dói perder alguém que agente tanto amava e admirava, isso dói muito, e não existe nenhuma palavra, nenhum verso, nenhum texto qe demonstra esse amor e saudade qe sinto de você.
Peço para que esteja sempre intercedendo por mim, sempre ao meu lado e faça com que eu consiga aceitar isso mais facilmente, sei que esconder minha dor de todos não vai adiantar em nada, mais sei qe todos estão sofrendo como eu, talvez até muito piores do que eu, então prefiro guardar essa dor para mim, só me prometa estar sempre ao meu lado, sempre aqui, como você sempre esteve.
domingo, 6 de junho de 2010
saudades...saudades...saudades...
Mãezinha, esperava tanto por notícias suas, mas elas não vieram. Tudo bem, entendo que a senhora deva estar muito ocupada com seu aprendizado, afinal é tudo novo aí, não é? Deve ser muita coisa para absorver. Tenho certeza que está totalmente envolvida nesse processo evolutivo e por isso, esteja certa, tenho mais orgulho ainda de ti.
Ouvi as palavras de outras mães,que falaram por intermédio dos médiuns,e senti como se fosse a senhora falando comigo. Me identifiquei muito com aquela que descreveu o infarto, ela disse que não sofreu, que apenas sentiu o coração disparar e logo depois caiu num sono profundo e agradável. Imagino-te assim, calma e cosciente de seu desencarne. Entendi também que, ao ver tantas mãezinhas com o coração em pedaços, tenha cedido seu lugar aos filhos que precisavam tanto dar-lhes notícias.Conheço-te tão bem, que sei que querias ajudá-las de alguma forma e ajudou sim. Vê-las chorando de alegria ao ouvir as palavras dos filhos me encheu o coração de paz, senti a presença de Deus de uma forma avassaladora, mãe, como Ele é maravilhoso.Ouvi tantos lamentos, tantas histórias tristes que percebi como minha dor é infinitamente menor que a de muita gente. Por isso, mãe, vou sempre agradecer a Deus pela dádiva de poder conviver por quase 40 anos com a senhora e aprender tanto, e viver momentos tão maravilhosos.
Mãe, não pense que desisti, vou perseverar, conto com sua mensagem quando estiver preparada e quando Eele achar que é a hora certa.
Te amo infinitamente.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Confia em Mim - Vida Reluz
Mãe, essa música tocou seu coração um dia..um dia como hoje, em que não sabemos o paradeiro do Di. Ofereço-a então ao meu irmão, esteja ele onde estiver e a todas as pessoas que acham que tudo está acabado e que não são importantes pra ninguém. Confiem Nele.
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